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Paranoid Park


26.01.08
Link permanente Paranoid Park está em toda parte
http://blog.estadao.com.br/blog/zanin/?title=paranoid_park_esta_em_toda_parte&more=1&c=1&tb=1&pb=1

por Luiz Zanin, Seção: Cinema, Críticas s 12:12:24.

Diálogo de adolescentes: 'Não estou preparado para Paranoid Park.' O outro: 'Ninguém nunca está preparado para Paranoid Park.' O nome remete a algo misterioso, mas ficamos sabendo que o tal Paranoid Park é um local onde os skatistas se exercitam. Um lugar de reunião de teenagers que se adestram para a vida pela única forma conhecida, medindo-se com os outros. No caso, essa rinha de jovens se faz pelo skate, prancha com rodinhas que, para eles, é resumo do mundo.

[Mais:]

Assim como o garoto poderia ter dito que nunca ninguém está totalmente preparado para a vida, Gus Van Sant também continua intrigado com essa fase em que o ser humano flexiona os músculos aprontando-se para ocupar seu lugar no mundo adulto. Van Sant parece acreditar ser essa uma fase sempre sujeita a desastres. E, por algum motivo, essas intercorrências se tornam mais freqüentes no mundo moderno. De vez em quando, em seu país, um ou dois adolescentes pegam em armas e saem por aí, atirando. Não para defender alguma causa, por estapafúrdia que seja, mas para eliminar colegas, desafetos, vigias escolares, gente do seu ambiente ou mesmo desconhecidos. Foi assim na vida real em Columbine, quando dois rapazes chegaram ao colégio armados e foram atirando, matando várias pessoas. Fato que Van Sant reviveu (e interpretou) em Elefante, vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 2003. O universo jovem continuou no trabalho seguinte, Últimos Dias, fase final do roqueiro inspirado em Curt Cobain.

Agora, Paranoid Park, e mais uma vez um adolescente como protagonista. Quem é ele? Alex (Gabe Nevins), problemático, pais separados, dificuldades com garotas. Ele é estimulado por amigo a freqüentar Paranoid Parker, suposto local de formação, já que recebe não só por skatistas, mas também desocupados e outros marginais. Gente dura, portanto instrutiva. Um dia o vigia da estrada de ferro que passa lá por perto é encontrado morto. Acidente? Crime? A polícia investiga e as suspeitas recaem sobre os habitués do Paranoid Park.

O filme toma então o clássico caminho do 'quem fez isto?' Mas nunca de forma convencional. Van Sant se especializou em trabalhos de natureza inquietante, perturbadores não só pela temática mas pela maneira como trabalha os meios expressivos. Por exemplo, a 'dança' dos skatistas, seu desafio à lei da gravidade, é filmada em tomadas elegantes, em câmera lenta e enquadramentos belíssimos, elevando a prática à condição de arte, como num hiper-realismo. A ação é pontuada, de maneira irônica e deslocada, por melodias de Nino Rota emprestadas de Julieta dos Espíritos, de Federico Fellini. Enfim, o trabalho com o material visual e sonoro leva o filme a uma permanente sensação de estranheza, enquanto Alex rememora os fatos em seu diário. Por que ele faz isso? Porque escrever pode ser um consolo, ensina uma colega do garoto.

Como em Elefante, Van Sant avança nesse terreno minado sem intenção explicativa. Junta fatos, estados psicológicos, sugere, acolhe contradições. Sabe que penetrar na cabeça de um adolescente é mover-se num pântano, é falar numa linguagem estrangeira que não se domina. Saber quem são e o que pensam, e por que não confiam mais nos adultos, talvez seja um dos maiores desafios. E Van Sant acolhe, em sua maneira de filmar, a dificuldade, senão a impossibilidade de levar ao fim essa tentativa de compreensão. Idéias como responsabilidade e culpa, que parecem encerrar significados e valores estáveis talvez estejam em processo de mutação, e essa é uma das facetas do nosso mal-estar. Que haja um cinema capaz de acolher essas questões em seu tecido narrativo é prova de vitalidade dessa arte às vezes tão anódina.

Foi-se o tempo em que as grandes explicações sociológicas pareciam disponíveis e se podia falar então de falta de perspectivas como causa da violência. Hoje parece que há consciência de que esses fatores têm sua influência, mas não explicam tudo. Há sempre um 'resto', algo misterioso, e que aparece no rosto sem expressão do adolescente, em sua fala lacônica e defensiva. Em dado momento, Van Sant parece ser mais explícito. Alex conversa com o pai e este aparece em segundo plano, desfocado, dizendo que talvez não seja a pessoa indicada para aconselhar o filho. Depois, o pai surge de forma nítida. Tem os braços inteiramente tatuados e uma aparência desses quarentões 'jovens' que, de fato, não parecem talhados a servir de referência porque eles próprios não cresceram. Mas é apenas uma aproximação. O resto é mistério.

(Caderno 2, 25/1/08)



Escrito por Everton Helfstein V. Costa às 10h14
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Cartazes do Paranoid Park
Participe da enquete na comunidade do orkut. Qual o melhor cartaz do filme Paranoid Park?
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33715166

Cartaz Brasileiro:

Cartaz Italiano:

Cartaz EUA



Escrito por Everton Helfstein V. Costa às 15h00
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Crítica

Diretor capta juventude terrível e sublime

PEDRO BUTCHER
CRÍTICO DA FOLHA

Alguns dos melhores cineastas da história -Howard Hawks, John Ford e George A. Romero entre eles- refizeram o mesmo filme, obsessivamente, várias vezes. De certa forma, Gus van Sant se alinha a essa tradição.
Com poucas exceções, quase toda sua obra é a perseguição de um olhar sobre a juventude; uma busca interminável das maneiras possíveis de filmá-la.
Após a trilogia mórbida formada por "Gery", "Elefante" e "Last Days", marcados por forte pesquisa formal, Van Sant volta com um trabalho mais arejado e comunicativo, sem perder a inquietação. "Paranoid Park" captura as possibilidades da juventude no que há de mais terrível e sublime.
A câmera segue Alex (Gabe Nevins), 16, que, acidentalmente, mata o vigia de uma área onde fica um movimentado parque de skate da cidade de Portland. A polícia investiga a morte, que, pelos indícios, pode ter sido acidental ou criminosa.
Alex prefere calar-se, mas a cena chocante que ele provocou sem querer -e que Van Sant reproduz graficamente de forma detalhada- vai persegui-lo.
A leveza do filme em relação aos anteriores do diretor, portanto, é relativa. A cena da morte, brutal e explícita, será vista só uma vez -e basta. Ela permanece em nós, espectadores, assim como fica claro que permaneceu na cabeça do adolescente desde que a presenciou.
Não é uma cena apelativa, portanto, mas um elemento essencial para um dos núcleos do filme: como um gesto banal pode ter conseqüências catastróficas na vida de um jovem. O sentimento de culpa, aqui, não é algo artificial, mas um fato inevitável com o qual o garoto terá que aprender a conviver. Por esse lado, o filme é terrível.
Outra parte do filme não está interessada na narração desses fatos, preferindo documentar um modo de vida no fluxo de um esporte. O skate é filmado de forma soberba, com uma câmera lenta sugerida a Van Sant pelo diretor de fotografia Christopher Doyle (como explicou Van Sant na entrevista coletiva do filme em Cannes).
Para filmar de forma autêntica, Van Sant se faz valer de não-atores e cenários verdadeiros, mas afasta-se do mero registro dos documentários tradicionais ou (clichê dos clichês) de uma ficção que reproduz as técnicas documentais. Ele prefere o viés do realismo poético -e, por esse lado, o filme é sublime.


PARANOID PARK
Produção:
França/EUA
Direção: Gus van Sant
Com: Gabe Nevins, Daniel Liu, Taylor Momsen, Jake Miller
Onde: hoje, 22h40, na Reserva Cultural 1; sab., 23h20, no Unibanco Arteplex 1; dia 30, 17h10, no Espaço Unibanco 3
Avaliação: ótimo


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2610200709.htm



Escrito por Everton Helfstein V. Costa às 17h24
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Filme premiado de skate estréia na sexta

Em "Paranoid Park", Gus van Sant volta a retratar a adolescência

ALAN DE FARIA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Angústia, culpa e solidão. Esses são alguns dos sentimentos que perseguem o adolescente Alex, protagonista de "Paranoid Park", de Gus van Sant, que estréia na sexta-feira (dia 25).
Skatista, Alex (Gabe Nevins) é um típico jovem de 16 anos: namora, tem amigos, mas, no entanto, aparenta ser bastante solitário. Esse fato fica evidente nos diálogos desconexos com a namorada e com os colegas de escola.
Ele, ao ir a Paranoid Park ("parque paranóico"), onde é possível andar em uma pista de skate e encontrar a "turma da pesada" da região, se vê envolvido em uma nova realidade, marcada pela liberdade.
Por lá, conhece um rapaz, com quem decide "surfar" no trem localizado próximo ao parque. Mas algo terrível acontece durante a aventura, e Alex passa a ser o centro de uma investigação criminal.
Isolado, ele só se sente seguro em falar de sua angústia e de sua culpa por meio de um relato escrito em papel.
Vencedor do prêmio especial no Festival de Cannes do ano passado com "Paranoid Park", Gus van Sant optou por não-atores no filme. Gabe Nevins, por exemplo, foi recrutado por meio do MySpace.

Câmera lenta
Para os fãs de skate, há lindas tomadas na pista do parque. A câmera acompanha o malabarismo dos jovens sobre o skate em câmera lenta, criando um efeito sensacional.
Em "Paranoid Park", Gus van Sant volta ao tema da adolescência -assim como fez em "Elefante" (2003), história ficcional sobre o massacre de Columbine, que ocorreu em 1999.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm2101200809.htm



Escrito por Everton Helfstein V. Costa às 17h23
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Pesadelo Teen

Gus Van Sant é o diretor que melhor retrata a juventude no cinema atual. Em ''Paranoid Park'', ele mergulha na mente de um garoto de 16 anos atormentado pela culpa

* por Mariana Paschoal - revista Bravo - janeiro - 2008

Por causa do enredo, Paranoid Park foi comparado pela crítica ao romance Crime e Castigo, obra-prima do russo Fiódor Dostoievski. Em entrevista a BRAVO!, Gus Van Sant aponta o romance como uma importante referência: "Paranoid Park não é exatamente como Crime e Castigo, por que não se trata de um crime realmente, e sim de um acidente". No livro de Dostoievski, o protagonista Raskolnikov remói a culpa de um ato praticado conscientemente, e se desespera com a perseguição da lei. Já Alex não é propriamente um assassino, no sentido de que não premedita o crime, ao contrário de Raskolnikov. A morte do vigia é um acontecimento infeliz que, de um segundo para outro, transforma sua vida num pesadelo — e faz com que ele sinta uma culpa digna de romance russo. É na recriação cinematográfi ca do clima de sonho aterrorizante que Gus Van Sant mostra suas armas como cineasta.

A fotografia, assinada por Christopher Doyle e Rain Kathy Li, intercala as cenas filmadas em 35 mm com imagens em Super 8, que simulam vídeos caseiros de skate. Há uma profusão de cenas em câmera lenta, como a querer reproduzir o tempo de um pesadelo arrastado. A sensação de solidão do protagonista é acentuada nas seqüências em que Alex vai à escola, e a imagem dos seus colegas aparece fora de foco. Um dos pontos altos do filme é a trilha, que mistura canções pops, sons aleatórios e até composições de Nino Rota, para Amarcord (1973) e Julieta dos Espíritos (1965), de Fellini. "Estava brincando com diferentes idéias de sons e gostei. Você cria um contexto para utilizar uma música feita há 40 anos, e funciona perfeitamente" explica. Num fi lme que é, em alguns aspectos, sobre a perda da ingenuidade, o tema nostálgico de Amarcord emoldura uma certa aura de pureza que o protagonista mantém.

http://bravonline.abril.com.br/indices/cinema/cinemamateria_265130.shtml?page=1



Escrito por Everton Helfstein V. Costa às 11h12
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Trailer teaser 30" Paranoid Park



Escrito por Everton Helfstein V. Costa às 11h08
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Trilha sonora

Nino Rota - "La Porticina Segreta"
Ethan Rose - "Song One"
Robert Normandeau - "La Chambre Blanche"
Francis White - "Walk Through Resonant Landscape #2"
Elliott Smith - "The White Lady Loves You More" - http://www.badongo.com/file/7152615
Cool Nuts feat. Six and Aniece - "I Heard That" - http://www.badongo.com/file/7153389
Ludwig Van Beethoven - "Symphony No.9, Op 125, Adagio Molto Cantibile"
Cast King - "Outlaw"
Eric Hill - "Guitar Strumming FX"
Nino Rota - "L'Arcobalena Per Giuletta"
Henry Davies - "Tunnelmouth Blues"
The Revolts - "We Will Revolt"
Ethan Rose - "Song Three"
Bernard Parmegini - ""Dedans Dehors"
Ethan Rose - "Song Two"
Nino Rota - "Il Giarino Della Fate"
Nino Rota - "Rugiada Sui Ranocchi"
Nino Rota - "La Gradisca E Il Pricipe" - http://www.badongo.com/file/7153625
Elliott Smith - "Angeles" - http://www.badongo.com/file/7152121
Billy Swan - "I Can Help" - http://www.badongo.com/file/7153537
Menomena - "Strongest Man In The World"


Escrito por Everton Helfstein V. Costa às 15h52
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Escrito por Everton H.V.C. às 19h30
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Alex é um skatista de 16 anos. Um dia, ele acidentalmente mata um guarda de segurança nas proximidades de Paranoid Park, o parque de rua mais perigoso de Portland. Alex decide não dizer nada a ninguém. A sua vida, antes bastante normal, entra numa espiral de confusão, estratégias de acobertamento e culpa. Baseado no romance homônimo de Blake Nelson.

“Paranoid Park é um filme sem chão, sem teto. Os personagens do filme são adolescentes que vivem sobre seus skates, logo acima do chão, abaixo do teto – ou entre o céu e a terra. O espaço-imagem que Gus Van Sant cria para eles se dá justamente aí, um pequeno vôo em slow motion, como na cena em que vemos, um a um, os skatistas passando diante da câmera. O último deles erra a manobra e cai. Seria demais dizer que o filme resume seu enredo nesse plano? Um corpo em suspensão, uma fatalidade, uma queda. O protagonista Alex (mesmo nome de um dos atiradores de Elefante) escreve uma carta contando o que lhe aconteceu, e a narrativa do filme segue o relato caótico que vem direto de sua mente, como lampejos da consciência. Estamos colados ao ponto de vista do personagem, e não mais às operações do dispositivo (como era em Elefante e Last Days), que de certa forma se acha pulverizado – o que não impede um reforço ainda maior do lado conceitual. A exploração de um universo mental do personagem lembra os filmes anteriores a Gerry – em particular Drugstore Cowboy, Garotos de Programa e Gênio Indomável.
As imagens feitas em super-8 são muito parecidas com vídeos de skate, mas com uma diferença: em Van Sant saímos do terreno da iconografia e migramos para a mitologia. Aqueles adolescentes flutuantes são anjos à espera de um julgamento que nunca se resolverá. Mais triste do que os filmes anteriores de Gus Van Sant, Paranoid Park transforma o mito da adolescência eterna em um purgatório sem fim.”  - contracampo

Título original: Paranoid Park
2007, França/ EUA
90 min, Color, Dolby Digital.
Gênero: Drama
Direção: Gus Van Sant
Roteiro: Gus Van Sant
Produção: David Cress, Charles Gilibert
Fotografia: Christopher Doyle, Kathy Li
Sonorização: Felix Andrew


Edição: Gus Van Sant

Elenco
Gabe Nevins - Alex
Daniel Liu – Detetive Richard Lu
Taylor Momsen – Jennifer
Jake Miller – Jared
Lauren Mckinney – Macy

Winfield Jackson – Christian
Joe Schwitzer – Paul
Grace Carter – Mãe de Alex

Prêmio 60º Aniversário do Festival de Cannes 2007



Escrito por Everton H.V.C. às 19h24
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